Amazônia. Vinte mil anos no futuro.
{ O evangelho criptoespectral de Pamela Pandemonium } ou
{ O mundo na barriga do Mapinguari } é o sétimo volume da Coleção Mal Dita, criada para apresentar textos inéditos que tenham como mote a releitura de fábulas, lendas, contos infantis e mitos (inclusive os da cultura pop), adotando para eles um olhar onde não se tenha receio de contradizer ou maldizer o já consolidado no imaginário popular, onde o escritor ouse “trair a tradição”.
Nessa ficção futurista nem um pouco convencional, Luiz Bras conjurou uma linguagem excêntrica, por vezes insólita, que subverte as regras gramaticais mais básicas, a fim de reforçar um enredo incomum conduzido por personagens nada ortodoxos, totalmente antirrealistas.
Amazônia. Vinte mil anos no futuro. A humanidade foi totalmente extinta faz muito tempo. Nesses vinte mil anos sem a exploração predatória do homo sapiens, a floresta Amazônica se recuperou e uma criatura consciente surgiu: um fungo formidável, que interage virtuosamente com todas as criaturas vivas da natureza.
Então, desembarcam os novos exploradores. Duzentos humanoides de uma civilização avançada erguem na floresta um acampamento e começam a explorar seus recursos.
Tudo indica que a história predatória vai se repetir. A menos que o fungo inteligente use contra os invasores sua arma mais eficiente. Uma criatura-arma de destruição em massa, adormecida no subsolo, chamada Mapinguari.
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Sobre o autor:
Luiz Bras
Luiz Brasil nasceu no dia 22 de abril de 1968, em Cobra Norato, pequena cidade da mítica Terra Brasilis. É ficcionista e coordenador de laboratórios de criação literária. Na infância ouvia vozes misteriosas que contavam histórias secretas. Hoje coleciona miniaturas e gravuras de zigurates. Gosta de pensar que essas construções míticas, sagradas, simbólicas abrigam criaturas e mistérios do passado e do futuro. De nosso mundo e de outros. Espantou-se ao ver pela primeira vez, no Centro Espacial de Hooloomooloo, uma prótese neurológica conectada a um exoesqueleto. Agora está tentando resolver, na literatura, a mesma mistura de fascínio e medo que nossos antepassados sentiram ao domesticar o fogo. Só acredita em biografias imaginárias. E nos universos paralelos de Remedios Varo. Venceu duas vezes o importante e impossível Prêmio Príncipe de Cstwertskst, na categoria romance (2010) e na categoria conto (2014). Principais livros: Curto-circuito camicase (contos, 2021), Distrito federal (rapsódia, 2014), Pequena coleção de grandes horrores (minicontos, 2014) e Sozinho no deserto extremo (romance, 2012). Durante dois anos coordenou o Blogue da Ficção Científica Brasileira, de resenhas, e a coleção Futuro Infinito, para a Patuá Editora. Atualmente coordena o ateliê Escrevendo o Futuro, de escrita literária. Assinando Olyveira Daemon, publicou os romances Gigante pela própria natureza e Subsolo infinito e as coletâneas de contos Vinte & um e Às moscas, armas!, entre outras obras. Organizou a antologia Fractais tropicais, de ficção científica brasileira. Colabora mensalmente com o jornal Rascunho, de Curitiba. Venceu duas vezes o Prêmio Casa de las Américas, em 1995 e 2011.